Políticas públicas e inatividade fisica

Atualizado: 5 de abr. de 2021


Inatividade física

Entrevistamos os professores doutores Bruno Avelar Rocha(PT) e Ricardo Picoli (BR) sobre o curso que vão ministrar no dia 27/3 para saber um pouco mais do que será abordado.

O curso "Políticas públicas e inatividade física: aspectos relacionados à adesão e aderência às atividades",encerra a 1ª Temporada de Cursos de Verão da Associação Brasileira de Psicologia do Esporte - ABRAPESP, no próximo sábado das 13 as 16 horas.


O que você espera apresentar neste curso?


Professor Bruno - Basicamente as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS)* . Assim sendo, em primeiro lugar, há uma questão conceitual a considerar: não confundir atividade física com desporto convencional, e desporto com o futebol. Por que isso? Porque aqui, temos a tradição de ter pessoas ligadas ao futebol tomando decisões políticas sobre atividades físicas. Futebol é uma dimensão da atividade física mas não é toda a dimensão.




As diretrizes da OMS tem o objetivo de fornecer aos decisores, recomendações sobre o tempo que cada um deve gastar, por dia, para ser fisicamente ativo e evitar o sedentarismo. Como é isto?


Professor Bruno - Temos que buscar incluir atividade física no cotidiano das pessoas. Estamos a falar, por exemplo, da forma como é o urbanismo das cidades, que precisa sitiar formas de valorização da vida.


quando a bike é o transporte

Ir de casa para o trabalho de bicicleta, permitir que crianças vão a pé para a escola, atende a necessidade que o corpo tem de se mexer para ser saudável. Ou seja, o corpo que não mexe, não é um corpo saudável. O sedentarismo, a inatividade física, contribui para doenças que são mortais.


Hoje a população urbana vive as consequências de decisões que não consideraram essas necessidades. Temos que considerar dois lados: as decisões individuais de usar escadas no lugar de elevador, por exemplo; por outro lado, influenciar os decisores de que as atividades têm que fazer parte do cotidiano da população.