Minha história com a ABRAPESP - KATIA RUBIO

Atualizado: há 2 dias

A História da ABRAPESP coincide com a construção das especialidades da Psicologia no Brasil. Katia Rubio

E a minha participação antecede a criação da associação.



Tudo começou na gestão de Lumena Furtado, no Conselho Regional de Psicologia de São Paulo, e seguiu pela gestão de Ana Bock, quando comissões de trabalho debatiam os assuntos daquele momento, como: a condição da homossexualidade como doença; especialidades; e questões emergentes da Psicologia de então.


Ligada ao Conselho Regional de Psicologia de SP, chamamos psicólogos interessados no tema Psicologia do Esporte. Na primeira reunião no auditório do CRP reunimos 30 pessoas. Entre 1998 e 1999, fizemos reuniões semanais. No terceiro encontro, aqueles que não se interessaram pela forma de trabalho que adotamos se afastaram. E psicólogos, psicólogas de diferentes perspectivas teóricas, estavam ali, o que indicava que a psicologia do esporte brasileira teria essa identidade múltipla do ponto de vista teórico, o que nos distinguia como área que tinha como marca: a psicanálise, a fenomenologia, o behaviorismo, a psicologia social.


O grupo era muito novo… imagina eu me formei em Psicologia em 1995, em 1997 entrei no mestrado e em 1999 entrei no doutorado … mas, o desejo de criação era muito grande e amadurecemos naquele ambiente onde o novo não parecia um problema. O CRP estava incentivando a produção de documentos dentro das Comissões que era uma forma de registrar tudo o que era feito. O material produzido pela Comissão de Esporte gerou um livro com produções individuais que se tornou uma referência para a Psicologia do Esporte, produzido pela editora Casa do Psicólogo. Nasceu assim o primeiro livro: Psicologia do Esporte: Interfaces, Pesquisa e Intervenção. Foi a primeira publicação de várias pessoas do grupo. Um marco, sem dúvida.


Para o lançamento do livro, foi promovido um evento de dois dias no Conselho Regional de Psicologia de São Paulo chamado Encontros e desencontros: descobrindo a psicologia do esporte. Estávamos em 2000, o evento foi um marco porque congregava todos os nomes da Psicologia do Esporte de então, psicólogas e não psicólogas. Convidamos, inclusive, aqueles que não nos aceitavam dentro da psicologia do esporte . Estavam ali Dante de Rose Junior; Benno Becker; Dietmar Samulski, Afonso Machado, Regina Brandão, Susi Fleury, destaques da área na época.


Paralelamente a isso, em Salvador, o Presidente do Conselho Regional de Psicologia da Bahia, Miguel Cal, um entusiasta da psicologia do esporte e com assento na plenária da Federal, trabalhou para a inclusão da Psicologia do Esporte como uma das especialidades a ser reconhecida pela resolução 014/00. Aprovada em dezembro de 2000, que informa:



RESOLUÇÃO CFP N.º 014/00 DE 20 DE DEZEMBRO DE 2000


Institui o título profissional de Especialista em Psicologia e dispõe sobre normas e procedimentos para seu registro.

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Art. 2º - Caberá à Plenária do Conselho Regional de Psicologia, o recebimento e o exame dos documentos probatórios, assim como a aprovação da concessão do título de Especialista.