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Mensuração na psicologia do esporte

Atualizado: 5 de abr. de 2021



Testes psicológicos são utilizados em muitas áreas da psicologia. Procedimentos do dia-a-dia de muitos profissionais, mas para serem eficazes, dependem da escolha certa, da ferramenta ideal. E como fazer isto?


É com este tema que o Prof. Dr.Rui Gomes, da Universidade do Minho, Portugal, abre o curso de verão da ABRAPESP de sábado, dia 20/03, às 8 horas da manhã.


O professor propõe duas abordagens que serão mais ou menos aprofundadas, dependendo do perfil dos inscritos:

  1. O que é a avaliação psicológica e a psicometria. Que cuidados devemos ter na escolha da ferramenta. Como podemos construir ou adaptar para contextos diferentes, enfim, uma abordagem mais técnica e acadêmica; e/ou,

  2. Para o psicólogo do esporte o caminho será o uso dessas ferramentas e como escolher no dia-a-dia.


ABRAPESP - Como escolher as ferramentas?


Professor - A psicologia é uma ciência e temos que fazer um caminho melhor que o senso comum. Como psicólogos com base na ciência, devemos saber, que quando olhamos para o fenômeno, temos que avaliá-lo de diversas maneiras, sob diferentes perspectivas.


ABRAPESP - Na sala de aula, como o senhor percebe o interesse dos estudantes?


Professor - O que eles querem saber, o que acham interessante, normalmente, é: que questionários, quais instrumentos têm disponível. Como aplicá-los e os resultados da intervenção.


Na licenciatura (no Brasil no curso de graduação), os alunos raramente têm espírito crítico, para olharem as ferramentas e verificar primeiro, se são boas para o que querem avaliar. É como usar um termômetro. No primeiro momento, tudo que queremos,é saber como está a temperatura. E se o termômetro for bom, vai apresentar resultado. É só isso que vemos no início. E na avaliação psicológica seria mais ou menos a mesma coisa, ao aplicar as ferramentas. Mas como cientistas, devemos ter espírito crítico.


Se psicologia é ciência, o psicólogo é um cientista. E para mim, o que é mais interessante, é o depois. É como podemos interpretar os resultados, com uma visão reduzida ou com mais detalhamento. O valor por si só não diz tudo. Devemos procurar entender, porque aquela pessoa quando estava preenchendo aquele questionário e porque preencheu daquela maneira.


Temos que ter um olhar quantitativo e também um qualitativo.




E falando em dados, a Profa. Dra. Gislane Melo, da Universidade Católica de Brasília, vai apresentar de uma forma mais próxima do usuário e mais interessante, como olhar dados quantitativos.


Professora - Dados e estatística assombram a maioria das pessoas, principalmente da área de saúde. O que queremos é, exatamente, desmistificar isso. Mostrar a importância do uso, a facilidade da interpretação, aprofundar o olhar no que está sendo apresentado.


Como o Prof. Rui, a Profa. Gislane destaca a importância de saber escolher o teste correto.


O tema do curso "Aspectos quantitativos e mensuração na psicologia do esporte", é fascinante quando tratado por dois profissionais tão competentes como os professores do curso. Vai perder?


Acesse https://www.abrapesp.org.br/shop e faça sua inscrição.



 

Gislane Ferreira de Melo possui graduação em Educação Física pela Universidade Federal de Minas Gerais (1991), mestrado em Educação Física pela Universidade Católica de Brasília

(2002) e doutorado em Educação Física pela Universidade Católica de Brasília (2008). Coordenadora do Programa Stricto Sensu e da Graduação em Educação Física da Universidade Católica de Brasília. Presidente do Fórum dos pesquisadores de Pós-Graduação da Área 21 (2019-2021). Tem experiência na área de Educação Física, com

ênfase em Atividade Física e Saúde, atuando principalmente nos seguintes temas: atividade física, idosos, atletas, construtos psicológicos, psicometria, gênero.


Rui Gomes é Professor Auxiliar na Escola de Psicologia da Universidade do Minho,

Portugal. Obteve graus académicos (Licenciatura, Mestrado e Doutoramento) na área da

Psicologia, pela Universidade do Minho. Na investigação, interessa-se pelos fatores

humanos na adaptação à mudança, na liderança e rendimento de equipas e no treino de

competências de vida e desenvolvimento humano. É responsável pelo grupo de

investigação “Adaptação, Rendimento e Desenvolvimento Humano” (www.ardh.pt), cujos resultados são difundidos na comunidade pela "Escola Competências de Vida"

( www.e.cv.pt ). Intervém na área da psicologia do desporto e no treino e competências de vida em distintos contextos e faixas etárias.

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